É tempo de projetar o próximo Carnaval
Alemão do Cavaco | Alemão do Cavaco | 15/05/2012 14h12
Para os apaixonados por esta festa popular tão complexa que é o nosso Carnaval, este hiato que vivemos desde o término dos desfiles até o início do segundo semestre é um pequeno descanso silencioso que podemos definir como uma espera angustiante de saudade misturada com o desejo de que tudo comece novamente.
Para o grande público, o Carnaval acontece apenas durante os dias de folia do mês de fevereiro.
No entanto para quem trabalha e vive intensamente os bastidores das escolas de samba sabe que esse "mundo mágico" não descansa e não emudece em nada, pelo contrário, ele possui atividades o ano inteiro.
É muito curioso, mas escuto sempre as indagações:
Nossa, mas estamos em setembro, já tem samba para o próximo Carnaval?
Ah o carnaval ta muito longe. Definir enredo em maio?
Notícia de Carnaval. Agora? Ainda estamos em junho.
E por aí vai...
Se por um lado fico muito triste em ouvir tudo isso, por outro, percebo o quanto as pessoas não tem noção do trabalho, da expectativa, do planejamento que os componentes das agremiações possuem para trabalhar visando a realização do maior espetáculo cultural da Terra.
A cada ano os preparativos para os desfiles começam mais cedo. Mesmo com a falta de evolução em muitos aspectos, cada vez mais as escolas estão mais sérias e profissionais, mesmo que longe do ideal.
Observamos vários profissionais sendo valorizados e disputados, definições de enredos antes do fim do primeiro semestre, busca de patrocínios e diversas ações visando fortalecer as entidades.
Outro detalhe importante nos bastidores das escolas de samba neste período movimenta as alas de compositores. É neste período em que as parcerias que concorrem nos concursos para escolhas dos sambas começam a se formar. Os grupos de compositores iniciam seus planejamentos visando as acirradas eliminatórias. A disputa financeira e emocional do compositor para realizar o sonho de colocar um samba na avenida e todas as dificuldades que envolvem estes concursos será tema de nossa próxima coluna.
Em suma, o que parece um silêncio eterno neste período pós Carnaval, nada mais é do que uma falta absoluta de canais de divulgação como o SRZD-Carnaval/SP para poder noticiar e acompanhar a construção do sonho dos sambistas.
Percebo também que falta uma maior interatividade de muitas pessoas que fazem parte da festa, principalmente as que dirigem as escolas, pois deixam este tempo se tornar ocioso e desconhecido daquela grande massa.
As vezes me pergunto:
O que faz essa gente toda que lota as quadras e o sambódromo nos ensaios técnicos de janeiro neste meio de ano?
Por que não frequentam os eventos das escolas?
Por que as escolas não promovem festas e eventos diferentes?
Claro que algumas agremiações promovem diversas atividades e ações, mas acredito que a força real do movimento virá com a adesão da maioria e da mídia em geral que ainda não mostrou que o desfile de uma escola de samba é apenas o final de tudo um processo initerrupto.
Salve o samba gente!
Até a nossa próxima coluna!
Os segredos de um carro de som nota máxima
Alemão do Cavaco | Alemão do Cavaco | 11/04/2012 20h11
Como disse anteriormente, o assunto carro de som é um tema que rende bastante, e pelos comentários e mensagens que recebi, senti o compromisso de esclarecer algumas dúvidas e acrescentar mais detalhes para poder finalizar a nossa matéria.
Em primeiro lugar quero agradecer a todos que leram e comentaram o assunto. Muita gente bamba do samba opinou.
Um esclarecimento importante: quando afirmei que o carro de som não era quesito, quis dizer que não era julgado sozinho como um quesito direto, mas no final da coluna, eu mesmo disse que influenciava diretamente no desfile, em outros quesitos como samba-enredo, harmonia e evolução, uma vez que e São Paulo não temos o quesito conjunto.
Dando continuidade ao nosso tema, muita gente pergunta e mal tem idéia de como é o trabalho de uma equipe de músicos e intérpretes dentro de uma escola de samba.
Claro que cada intérprete e agremiação possuem o seu jeito particular de ensaiar e arregimentar o time, mas em quase todas as escolas, o processo final é o mesmo.
A junção de músicos, como cavaquinistas, violonistas, bandolinistas e pontualmente até outros instrumentistas, é feita de acordo com a necessidade, verba, inteligência e autonomia dos diretores musicais, intérpretes ou até diretores da agremiação.
Tendo um conjunto formado, durante o período de ensaios, a presença deste grupo é fundamental, para animar as festas, eliminatórias de samba, eventos e shows que venham a acontecer.
Após a escolha do samba-enredo, a coisa fica mais coesa e mais dirigida, pois aí é que são desenvolvidos os arranjos, o entrosamento de canto, a criatividade e o compromisso de enaltecer o samba.
De acordo com a capacidade e talento de cada músico, inúmeras alternativas podem acontecer, tanto num time que tenha dois harmonias e três cantores ou até um com mais de cinco harmonias e seis cantores.
Claro que quanto maior o número de integrantes, mais difícil o processo e maior a possibilidade de existir conflitos, uma vez que são mais harmonias para serem cuidadas e mixadas ao vivo, mais vozes para destoar em sincronismo, podendo resultar em uma gritaria infindável que pode prejudicar a harmonia geral.
Muitas vezes, uma equipe numerosa também pode alcançar um resultado positivo. Com uma direção bem feita pode-se obter uma sonoridade potente e agradável.
Confesso que tenho preferência por times mais enxutos, onde fica mais fácil se dirigir e atuar, porém isso não se faz regra.
Temos que pensar também que alguns profissionais, como não são valorizados devidamente, precisam trabalhar em duas ou mais agremiações para ter um mínimo de dignidade de reconhecimento em relação ao pagamento.
Infelizmente o amadorismo é tão grande neste setor, que a maior parte dos dirigentes das escolas se preocupam mais em gastar dinheiro com inúmeros investimentos de gosto duvidoso para o real benefício da entidade, do que valorizar um profissional da música que terá uma influencia direta nos desfile e no resultado do Carnaval.
Se o dinheiro gasto com tantas coisas inúteis fosse revertido para setores primordiais da escola como a parte musical, o resultado final seria outro.
Com um nível de competição acirrado em que um décimo pode determinar tanto um título como um rebaixamento, é importante saber que falhas neste setor podem ser evitadas.
Uma evolução contagiante, uma harmonia perfeita entre canto e cordas e até mesmo a correção daquele samba que tem falhas, mas que pode ser salvo por arranjos capazes de se fazer esquecer aquela colcha de retalhos de melodia e letra, são fatores que podem fazer a diferença em um desfile de escola de samba.
Que cada vez mais os nossos músicos, intérpretes e engenheiros de som consigam mais atenção e valorização em nosso Carnaval.
A importância do carro de som nos desfiles
Alemão do Cavaco | Alemão do Cavaco | 22/03/2012 17h55
Muitos me perguntam: Como funciona um carro de som no desfile de uma escola de samba?
Pensando nesta questão, resolvi escrever sobre este assunto que para nós músicos, possui grande importância e para o público em geral, pode ser de extrema curiosidade.
Em primeiro lugar é interessante deixar bem claro, que não existem regras e nem uma padronização específica para a montagem de uma carro de som.
As escolas cresceram e estão se profissionalizando em diversos setores, mas muitas ainda não tratam com grande atenção este importante ítem do desfile.
Muitas agremiações se preocupam somente com o intérprete principal, que realmente merece respeito e todos os cuidados, no entanto, o carro de som é composto por uma equipe que desenvolve um trabalho em conjunto.
Para o bom andamento e resultado positivo de um trabalho, precisa-se de coesão, união, talento e muita harmonia no sentido literal da palavra, estendendo-se à musical.
Em um time de excelentes cantores e ótimo entrosamento, faz-se necessário também uma equipe de músicos qualificados para realizar um perfeito acompanhamento. Sem a base musical correta e equilibrada, todo o trabalho pode ser prejudicado, mesmo a entidade tendo um excelente samba.
Antigamente, mal tínhamos um cavaquinho, o que dirá um violonista pra acompanhar o canto de uma nação regido por um puxador de samba-enredo.
Nos últimos anos, acompanhamos uma evolução musical considerável e gradativa neste segmento. Muitas escolas estão trazendo músicos qualificados para as suas apresentações no Anhembi.
Vários arranjos programados e até ensaiados ao extremo, enriquecem um desfile de Carnaval, fazendo com que a obra contribua consideravelmente com a evolução e harmonia da escola.
Aquele simples detalhe na trilha sonora do maior espetáculo da Terra pode ser decisivo em uma disputa de título. A música é capaz de emocionar, empolgar e comover os desfilantes e o público em geral. Daí a importância de sua plena harmonia.
Em nosso próximo encontro, especificarei detalhadamente sobre o funcionamento do carro de som, que não é quesito, mas influencia diretamente no desfile das escolas de samba.
Não deixem o samba morrer
Alemão do Cavaco | Alemão do Cavaco | 07/03/2012 12h23

Depois de semanas após o término do maior evento cultural, emocional e espetacular que possuímos em nosso planeta, estamos de volta a este "mundo" tão mágico e viciante.
Tomei o cuidado para não escrever tudo o que pensei, imediatamente após a apuração de São Paulo, para não agir por impulso e ferir alguma agremiação ou pessoa que participa deste evento tão grandioso. Afinal, poderia ser levado pela emoção negativa daquele trágico dia e cometer um grave erro.
Para os amantes do Carnaval, a confusão ocorrida na apuração é para ser profundamente esquecida, pois, além daquela atitude impensada daquele cidadão, que em meu pouco conhecimento, nada fez pelo samba paulistano em sua história, também constatamos a fragilidade de organização, segurança e respeito pela nossa cultura popular.
Não vou me estender neste assunto, pois não há merecimento de nenhuma das partes para isso, mas não poderia deixar passar em branco a minha indignação.
Sei que no Carnaval de São Paulo, temos muitos profissionais sérios, dedicados e competentes. No entanto, acho que ainda faltam, principalmente aos dirigentes e comandantes, mais amor pelo evento e comprometimento com a parte estrutural, técnica e de organização geral.
O que digo é: nos quesitos onde respiramos a arte, como batucada, samba-enredo, harmonia, mestre-sala e porta-bandeira, entre outros, carece de uma maior valorização por parte do alto escalão das escolas. O que vejo nos dias atuais são muitos diretores e presidentes que não possuem o conhecimento técnico de muitos segmentos elementares dos desfiles.
Penso que, muito dos "poderosos" e até mesmo foliões paulistanos visam muito mais o poder e o status que esta festa pode proporcionar, do que uma contribuição efetiva que este evento cultural pode proporcionar.
Precisamos amar para dirigir com sabedoria. Estudar, buscar conhecimento para desenvolver a cada dia, mesmo que errando, a melhor forma para desenvolver o nosso Carnaval.
Este assunto é bastante extenso e engloba muitas vertentes. Acredito que podemos caminhar em busca de um grande Carnaval de 2013, com união, comprometimento coletivo e amor para manter viva a chama deste grande teatro musical popular ambulante.
Por favor, deem ao carnaval de São Paulo, seriedade, amor e justiça. Com todo respeito, nada justificam aquelas horríveis atitudes de violência e despreparo.
Não posso deixar de mencionar os critérios de julgamento. É de se revoltar as notas dadas sem critério ou coerência alguma. Por exemplo, de 14 escolas, dez atingirem a nota máxima no quesito samba-enredo. Alguma coisa está errada. Todos os sambas estavam perfeitos e iguais? Ninguém errou? Ninguém se superou?
Fora os outros quesitos em que a disparidade visual era grande, e constatamos notas absurdas. Claro que NADA justifica aquelas atitudes de revolta ocorrida no dia da divulgação das notas, mas tudo precisa urgentemente ser repensado.
Salve o Samba!
Esquenta pop ou trio elétrico de bateria?
Alemão do Cavaco | Alemão do Cavaco | 17/02/2012 14h04
Para os amantes do Carnaval como nós, principalmente quem gosta de bateria, adrenalina e emoções fortes, o tradicional "esquenta" de uma agremiação, é o momento mais emocionante do desfile.
Foi por estes momentos que minha paixão por Carnaval se estendeu tomando uma dimensão infinita de alegria e de uma certeza que estes momentos são especiais e únicos, fazendo-nos esquecer de tudo naquele momento, e "voltarmos à Terra", mesmo que extasiados, logo após o final de tudo.
Até aí tudo bem pra quem sabe do que estou falando, mas o que vem acontecendo, principalmente no Carnaval de São Paulo, é alarmante e no mínimo preocupante.
Vi em muitos ensaios de quadra e principalmente nos treinos técnicos no Anhembi, uma situação quase que desesperadora, onde nossos intérpretes, deixam de lado a história das escolas, com sambas tradicionais e belíssimos que o Carnaval de Sampa tem, pra fazerem um esquenta regado à músicas de cantores consagrados como Jorge Benjor, Tim Maia, e até Dona Ivone Lara.
Nada contra os reis do pop e até do samba, mas neste caso, estamos falando de uma coisa específica que se chama Samba-Enredo, e é o momento máximo de mídia e de atenção que temos de todos, inclusive, de crianças e pessoas não tão ligadas a este gênero maravilhoso, podendo lhes dar conhecimento e um pouco da história de nosso cultura popular, principalmente por se tratar de um Carnaval em estado crescente como o paulistano.
É uma alegria poder ver uma criança cantar um samba de Geraldo Filme, Ideval, Zeca da Casa Verde, Armando da Mangueira e outros bambas da paulicéia, pois foi plantado nela esta semente de informação e cultura, mas me entristece saber que neste momento tão importante e de holofotes, os amigos intérpretes priorizam canções de axé ou de qualquer outro tipo de mídia momentânea que nada contribui com nosso Carnaval.
Eu gostaria muito de ver na Bahia, os trios elétricos cantando sambas enredo antológicos e principalmente de São Paulo, mas sabemos que isto é uma utopia e nem devemos cobrar isso deles. No entanto, acredito que temos que fazer nossa parte, incluindo diretores de Carnaval e de harmonia que além de permitirem esta situação, ainda vibram como num trio baiano.
Espero pela volta do "esquenta" emocionado dos sambas que tanto fizeram pelo nosso Carnaval e que passe gerações ensinando e cultivando nossa raiz e história, pois sem ela nada poderá ser cultivado, e vem o "medo" do Carnaval tão modificado acabar, e termos baterias acompanhando pagodeiros ou trios elétricos.
Salve o samba gente !
Puxador de samba mesmo!
Alemão do Cavaco | Alemão do Cavaco | 03/02/2012 09h52
Como é do conhecimento de todos, nosso querido e imortal Jamelão dizia: Puxador não, eu sou intérprete.
Claro que com toda aquela voz, suingue, boa dicção, ele era mesmo, mas não se aplica esta regra a todos não. Como rara
exceção o querido "Jamela", tinha este direito por saber a diferença de ser um gritador cantante e um cantor com técnicas e sensibilidade.
Mas se formos pesquisar a fundo mesmo, a palavra "puxador de samba", no Carnaval, faz todo sentido, pois antigamente, as escolas não possuíam harmonia musical, cuidados com tonalidade, muito menos arranjos programados e o que valia neste quesito, era o clima da bateria, um ótimo samba, as pastoras ecoando o seu cantar afinado por "Deuses do Carnaval", e claro um cidadão com uma voz grave e potente, onde também muitas vezes até com pouco domínio técnico, mas com muita garra, literalmente puxava o canto da escola.
Claro que com a evolução do Carnaval, são muito bem vindos: a técnica, a harmonização, os arranjos, pois tudo mudou e precisamos melhorar e acrescentar movimentos positivos pra uma crescente em todos os sentidos.
Mas ainda sou a favor que o tal "puxador", mesmo que com um pouco menos de técnica, ainda esteja "vivo", pois hoje em dia, estamos vendo muitos cantores até que de certa forma afinados, e com mais conhecimentos musicais, estudando e até "abrindo vozes", mas que seriam ótimos cantores de meio de ano como chamamos no Carnaval.
Cadê o cara que puxa? Que canta num tom coletivo pro bem da escola?
Grande parte dos intérpretes da atualidade não são "puxadores", não suportam as tonalidades dos chamados "cavalos" de voz, no bom sentido e obrigam a escola toda, inclusive prejudicando a harmonia musical e de vozes da mesma, a cantar no tom adequado para o limite da garganta deles.
Aí com todo respeito, quando "jogam pra galera", o canto da escola some, pois o tom só é adequado para aquela voz treinada e colocada. Mulheres, homens e as pastoras perdem seu brilho pela escolha errada da tonalidade, porque a "estrela" maior que deveria puxar e incentivar, não tem a qualificação de voz que fez criar o termo "puxador de samba".
É triste, mas é uma realidade do novo Carnaval. Há espaço pra todos, mas hoje em dia, qualquer "cara" que abre a boca no tom, pode trazer uma escola com uma bateria e comunidade nas costas?
É de se pensar!
Salve o samba gente!
Mestre de quê?
Alemão do Cavaco | Alemão do Cavaco | 19/01/2012 00h01
É impressionante como a palavra "Mestre" se banalizou ao longo do tempo no nosso Carnaval.
Quando eu era criança, aprendi na escola e na vida, que esta palavra tinha força, propriedade, conhecimento e liderança, mas infelizmente não é o que observamos no cotidiano das escolas de samba.
Basta um ritmista, muitas vezes sem grande experiência ou principalmente conhecimento, mas que faça parte da "panelinha" da batucada ou tenha uma força ativa na escola ser promovido a primeiro diretor de bateria, e o mestrado estará neste momento instalado em seu currículo.
É impressionante, mas é o que acontece. Pra quem é oriundo de uma época em que o "Mestre" conhecia, dominava e ensinava, é realmente assustador aceitar esta situação e a banalização da palavra.
Um "Mestre" de fato, tem que conhecer muito o que faz, como se faz e como se ensina. Observo muitos "Mestres" sem saber afinar um instrumento, quanto mais tocá-lo e ter capacitação necessária para ensinar algo aos novos ritmistas.
Mas a pompa de vestir a camiseta do ano da bateria, geralmente estampada em sua totalidade pela foto da "rainha" em sua frente, é executada com maestria.
Ironia, quando um ritmista percebe alguma dificuldade no andamento ou na bossa, o nosso "Mestre" mal sabe o que está acontecendo e como quem os promove ao cargo, quase que em sua totalidade, não possuem a menor noção do que seja uma baqueta ou um compasso. Tudo fica mais complicado, afinal não existirão cobranças e manutenção de qualidade adequada.
Sobre este tema, chego a uma conclusão: Nossos amigos, eleitos primeiros diretores de bateria, deveriam ser assim chamados para não se sentirem culpados, minorizados ou perdidos e assim terem total liberdade e sossego para poder aprender de fato sobre ritmo, andamento, timbres, afinações e um dia quem sabe, realmente fazer valer a palavra "Mestre de Bateria".
Desculpem-me pela sinceridade, mas de fato: André, Marçal e Odilon, são referências que deveriam ser seguidas para a manutenção e conotação da palavra "Mestre de bateria"!
Salve o nosso Carnaval!!



