Um dia de alegria

Cadu Zugliani | Cadu Zugliani | 20/02/2012 20h14

Boas surpresas marcaram o domingo de desfiles na Sapucaí. O furacão Portela subiu o Pelô, navegou na procissão e varreu o Bonfim e toda a Sapucaí com um samba extraordinário, o ótimo acabamento dos carros de Max Lopes e Alexandre Louzada e mais um samba que fez um dia clarear sem cansar: Angola da Vila Isabel. Mas nem tudo foram flores.

Renascer - Fez um bonito desfile, mas manteve a cara do grupo de acesso. Desde o barracão já dava para imaginar que não seria um desfile arrebatador e a escola não conseguiu mostrar força para permanecer no grupo. Os destaques foram a comissão de frente, o belo casal de mestre-sala e porta-bandeira e a bateria.

Portela - No mínimo, fez o portelense, tão sofrido nos últimos anos, voltar a sentir o orgulho de sua escola. Que desfile, que samba e que canto contagiante. A comissão de frente, mesmo simples, me emocionou. Pena que o acabamento dos carros não ajudou. Mas está com tudo para voltar no sábado.

Imperatriz - O Max foi o Max dos bons tempos. Além de bem vestida, a escola mostrou carros muito bem acabados e imponentes. Pena que a verde e branco de Ramos se complicou no que tem de melhor: a evolução. Um problema no abre-alas, no setor 11, e dificuldades com a montagem do último carro fizeram com que a escola perdesse muito tempo e tivesse que correr demais para terminar o desfile. O samba não funcionou, arrastou demais e o desfile ficou muito frio, principalmente por vir depois da Portela.

Mocidade - Os carros do Louzada estavam com um primor de acabamento que deveriam servir de curso para quem quer ser carnavalesco. Aqui, o problema foi a irregularidade. Até o quarto carro, a Mocidade fazia desfile de título, mas, no final, o dinheiro parecia ter acabado, exatamente a impressão que tive quando visitei o barracão. Achei as fantasias um pouco pesadas, a comissão de frente fraca e os desfilantes muito desanimados para um dos melhores sambas da noite. Mesmo com tudo isso, confesso que o desfile me surpreendeu positivamente e, na minha opinião, foi o melhor da escola nos últimos anos.

Porto da Pedra - Se uma comissão de frente pode ajudar a levantaruma escola, também pode ajudar a enterrá-la. Tirando os efeitos especiais da roupa, em nada me agradaram os lactobacilos vivos. Acho que o Jaime Césário tirou leite de pedra (sem nenhum trocadilho com o enredo), mas não deu para a escola de São Gonçalo. Não empolgou, não brilhou e briga para não cair. O casal de mestre-sala e porta-bandeira foi o grande destaque, com muita sintonia e apresentações emocionantes.

Beija-Flor - Escura e sombria, a azul e branco de Nilópolis abusou dos tons fechados. Mesmo assim, os carros eram imponentes. A comissão de frente criou sérios problemas para a evolução da escola, que teve que correr demais no final. Entra na briga pelo título, mas sem grandes favoritismos.

Vila Isabel - A melhor da noite. Pela falta de empolgação do começo, o desfile não chegou a ser uma "Kizomba", mas à medida que o desfile passava, as alas se empolgavam e o final foi apoteótico. A comissão de frente foi, disparada, a melhor da noite. As fantasias da Rosa estavam belíssimas, mas os carros vieram um pouco irregulares. O destaque da escola foi a brilhante parceria entre o sensacional samba e a bateria de mestre Paulinho, que voltou a ser a verdadeira Swingueira de Noel. Volta no sábado e briga pelo título.

Comentários (1)

D`jalma Bengala

Membro SRZD desde 15/09/2011

21/02/2012 11:02:11

Sr. Cadu o sr. é um duas caras e um morde e assopra. Quer dizer q agora depois do sr. ver a Mocidade na avenida o sr. mudou de opinião né???? Isso mostra o péssimo analista de carnaval q o sr. é ou seja não tem credibilidade nenhuma no q fala e muito menos conhece da matéria. Os comentários do sr. em relação a Mocidade no período pré carnaval, foram muiiiiiiiiito mal intencionados. Graças a Deus a Nação Independente é enorme e colocaram a boca no mundo contra a sua má intenção. Pode ir meu caro!!!!!